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O sofrimento é uma característica dos bons relacionamentos?

Postado em: 17 de julho de 2023 | Por: Psicólogo Wil
O sofrimento é uma característica dos bons relacionamentos?

Você pode ter achado estranho o título desse texto, mas acredite, ele pode ser a mais pura verdade. O sofrimento pode ser não apenas uma condição para bons relacionamentos, como uma vantagem pontual em determinadas circunstâncias.

A compreensão disso está na maneira como você encara às situações de sofrimento e o sentido que atribui a elas. Esse texto é uma pequena reflexão sobre como podemos entender a importância da “sofrência” nas relações humanas, e obviamente como isso envolve a sua saúde mental.

Escrevo aqui sobre relacionamentos em geral, mas principalmente os amorosos. Antes de tudo, precisamos entender que relacionamento perfeito é apenas um ideal, mas não uma realidade em si. Isso, porque, se pessoas como eu e você somos feitas de virtudes e defeitos, isto significa que, obrigatoriamente, nossos defeitos também fazem parte das relações.

Há quem diga que até mesmo os defeitos são virtudes, dependendo da sua utilidade. Logo, se um relacionamento é o reflexo do que somos, ser “perfeito” ou não depende de como vivenciamos esse relacionamento, certo?

Sofrimento e experiência

Em nosso mar de imperfeições navega o sofrimento. Ele é quem nos permite ver que não apenas nós, mas a própria vida possui “defeitos”. Sem as lentes do sofrimento a vida e nossas relações amorosas, acredite, seriam apenas uma fantasia.

Aliás, é pela expectativa de viver essa fantasia que muitos se frustram nos relacionamentos, pois aprenderam através dos filmes hollywoodianos e de alguns poetas, por exemplo, que o sofrimento não faz parte da vida real.

Eles foram levados a entender que amor e sofrimento não caminham juntos, construindo assim um ideal de “amor” bem distante das nossas imperfeições.

Entretanto, amor e sofrimento caminham juntos, porque amar é aceitar o outro na sua condição de imperfeição. É ser para o outro alguém imperfeito exigindo dele algo que nós mesmos não podemos lhe oferecer.

Por essa razão, a consciência de que somos imperfeitos é o primeiro passo para entender que o sofrimento faz parte de nós, visto que é uma consequência, também, das imperfeições, e tudo significa experiência.

Amor e sofrimento

Entender o exposto acima nos leva ao segundo passo: perceber que quanto mais amamos, mais sofremos. Sim! O amor nos conduz ao sofrimento, porque ele nos leva ao desejo de querer o outro sempre bem, assim como a nós mesmos, bem, com o outro (risos).

Esse é o desejo que nos coloca em conflito com o mundo, acarretando alguma forma de angústia, pois tudo que atravessa nossa relação com o outro ameaça esse desejo, nos fazendo sofrer.

O terceiro passo, agora, é o mais importante. Diante dos argumentos até então apresentados, porém, você já pode estar se perguntando se ainda vale a pena amar. Se o sofrimento é uma condição para bons relacionamentos, qual é o sentido de querer manter uma relação?

Ora, é aqui onde entra o sentido da experiência e o valor da vida humana. Somos a única espécie que sofre por amor, simplesmente porque as nossas vidas, provavelmente, não fariam sentido se não fossem relacionadas a algo que envolve o próximo. Ou seja, as pessoas ao nosso redor.

Não existiria um ser-no-mundo (humano) se vivêssemos isolados uns dos outros. É o abraço do outro que nos faz desejar estar perto dele. Seu olhar, sua escuta, atenção. Da xícara de café ao sexo; estudos ou trabalho, escolha da profissão, etc., tudo envolve relacionamento.

Reagimos ao sofrimento porque somos humanos e é justamente isso o que nos torna únicos. Entender essa realidade nos faz perceber que o sofrimento não deve ser motivo para desistir de amar, se relacionar, mas pelo contrário, deve nos fazer enxergar o amor como um processo de aprendizado, amadurecimento e autoconhecimento para todos, e isso inclui conseguir superar os próprios defeitos, mesmo quando implica em renunciar a si mesmo em prol do outro.

É só um capítulo

Finalmente, quando passamos por essas experiências conscientes dessa realidade, então vivenciamos o mundo e o outro em sua forma real, não fantasiosa. O sofrimento perde o sentido de “sofrência” e passa a ser um processo; uma fase, apenas um capítulo da sua história, mas não toda ela.

Assim, se você é capaz de entender como o sofrimento faz parte de uma boa relação não pelo sofrimento, em si, mas pelo fato de que só o vivenciamos porque somos sensíveis ao próximo e a nós mesmos, consequentemente o seu emocional estará mais seguro quando estiver diante de problemas no seu relacionamento, pois saberá encarar melhor esses desafios.

Categorias: Saúde mental, Vida saudável

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